“É preciso engajar toda a categoria para conseguir algo do governo! Os policiais militares já estão negociando porque estão organizados; lançaram as pautas de reivindicações e compareceram em massa. Somente dez ou quinze pessoas lutando não vão resolver nosso problema”, disparou Eliene Uchôa, coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores da Área de Trânsito do Ceará (Sindetran – CE). A sindicalista esteve presente juntamente com alguns companheiros no ato de lançamento da Campanha Salarial 2020, realizado nessa terça-feira (11), em frente ao Palácio da Abolição.
Em meio aos protestos, os servidores públicos ali presentes, em sua maioria líderes classistas, acompanharam a marcha fúnebre orquestrada por uma banda de metais e mostraram à sociedade que o governador Camilo Santana (PT) não se importa com o serviço público. É plausível afirmar isso visto que, há cinco anos, Camilo não recompõe as perdas inflacionárias, atualmente acumuladas em 26%. Horas após a manifestação ser iniciada, uma comissão de servidores foi recebida pelo assessor especial de relações institucionais da Casa Civil, Nelson Martins, que nada de concreto repassou ao Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec).
Além de não entrar em um acordo com os servidores, o representante do governo estadual rejeitou a proposta elaborada pelo economista e professor Lúcio Maia, que também compõe a diretoria do Sindicato dos Fazendários. Ao fim das discussões, os sindicalistas, alguns revoltados com a resposta, prometeram novas mobilizações junto aos trabalhadores das respectivas secretarias do estado do Ceará.







